Projétil

Alcança a forma mais infanta

E marca o ponto final num instante

Inesperado, perdido entre tanta

autoridade que age sempre vacilante.

Faz surgir o vermelho num duelo

Infindável, ilógico e sem progresso.

Não serve mais o teu verde-amarelo

Pois o lema agora é desordem e regresso.

Duro fragmento, enriquece as funerárias

Com teu poder constante e cego.

Interrompe um ciclo, cala uma voz

Que eu poderia ter salvo, não nego.

Baixa ao túmulo de uma vez por todas

A violência, eleita rainha de todos nós.

inóspito

Os tempos mudaram, talvez

e são, Elis, os mesmos que virão.

Palavra negada, respiração queimada

por quem troca os fatos pela própria razão.

Calma garoto, o mundo também chora

pois sua doce liberdade da boca foi tirada.

Agora sentimos o amargo gosto

das escolhas, por nossos pais não termos escutado.

Criatura, o pássaro voa não por ter asas.

Por não saber usá-las é que os homens rastejam

feito animais tomados como presa fácil

por predadores, que rindo deles, festejam.

Recolhe teus restos, o que não foi usado

nem usurpado pela tua sobrevivência aqui.

O nosso momento foi hoje e não alteramos

ainda o passado nem o que está por vir

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